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  Associação dos Oficiais de Justiça Avaliadores do Estado do Rio de Janeiro
A AOJA/RJ, entidade de classe mais antiga do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, foi fundada em 28 de março de 1956, a partir de uma reunião preparatória que contou com a presença de 25 Oficiais de Justiça. Teve como primeira denominação Associação dos Oficiais de Justiça do Distrito Federal – AOJDF.

Relação dos Oficiais de Justiça Instituidores da Associação

Em 28/03/1956
Julio Sena Filho - 1ª Vara Cível
Janot Silvério de Souza - 1ª Vara de Fazenda Pública
Francisco de Assis Gitahy Viegas - 9ª Vara Cível
Irineu Fernandes Pereira - 4ª Vara de Fazenda Pública
Walson Simões Bidigaray - 3ª Vara de Família
João Vieira Menezes - 6ª Vara Cível
Alberto Lopes do Couto - 3ª Vara Cível
Vinicius Gomes de Aguiar - 16ª Vara Criminal
Murilo Marques de Carvalho - 17ª Vara Criminal
Sidney Silvério de Souza - 4ª Vara de Fazenda Pública
Newton Seixas - 10ª Vara Criminal
Aladyr Quintanilha Willians - 7ª Vara Cível
Paulo Barroso da Costa Veran - 3ª Vara Cível
Abel Duarte - 10ª Vara Cível
Oracilde Santos - 4ª Vara Cível
Porphirio de Souza Vieira - 10ª Vara Cível
Raimundo Magalhães Neto - 11ª Vara Criminal
José Maciel - 10ª Vara Cível
Mario Negretto - 2ª Vara Criminal
Sylvio Cibreiros - 21ª Vara Criminal
Fernando Serôa Pinheiro - 19ª Vara Criminal
Aristóbulo Moreira - 3ª Vara de Órfãos
Manoel de Souza Rocha - 22ª Vara Criminal
Sylvio Cardoso de Moura - 7ª Vara Cível
Rigoberto Ventura da Cruz - 21ª Vara Criminal

Nesta primeira e iniciadora Assembléia foi ainda eleita a primeira diretoria da Associação:

Presidente - Julio Senna Filho
Vice-Presidente - Janot Silvério de Souza
1º Secretário - Francisco de Assis Gethay Viegas
2º Secretário - Irineu Fernandes Pereira
1º Tesoureiro - Walson Simões Bidigaray
2º Tesoureiro - João Vieira Menezes
1º Procurador - Alberto Lopes do Couto
2º Procurador - Caio Silva
1º Orador - Paulo Barroso da Costa Verani
2º Orador - Alberto de Castro Simões da Silva
Bibliotecário - Vinício Gomes de Aguiar

A partir desta diretoria a Associação iniciou seu histórico de lutas e conquistas. O próprio nascimento da Associação sobreveio de uma revolta gerada na classe quando um corregedor da época classificou os Oficiais de Justiça de “praga do Tribunal de Justiça” alegando que na época a classe era dominada por ciganos. Esta declaração preconceituosa fez com que a classe se unisse e se organizasse fazendo nascer a Associação. Quanto aos ciganos, primeiros oficiais de justiça na época do Império, cujos descendentes foram o alvo da estapafúrdia declaração do antigo corregedor, nos conta o ex-presidente Wilson Pereira de Morais em entrevista ao jornal “A Contrafé” em janeiro de 1996. “A origem dos ciganos na justiça se deu com a chegada da Família Real no Rio de Janeiro quando o primeiro despejo em massa foi feito por ciganos. Era uma missão tão antipática que só os ciganos fizeram e, na época, ganharam um bom dinheiro. Então, os ciganos tinham aquele espírito de ganhar, porque antigamente não havia salário, somente as custas judiciais. Nós batalhávamos sempre para que o oficial de justiça não tivessem as custas como esmola, mas sim um salário digno de sua função”. Nesta entrevista Wilson ressalta ainda o advento da primeira mulher oficial de justiça, a colega Isabel em 1959.Como primeira sede administrativa a AOJA funcionou por quatro meses numa sala do Centro Catarinense no centro da cidade. Em seguida foi para uma sala alugada na Rua México, 121 sala 605 de onde só saiu na década de 70 devido a um despejo provocado por problemas financeiros graves. Nesta época, foi cedido pelo presidente do TJ uma sala no corredor B do forum, até se mudar, no final da década, para a sala 314 do corredor C onde permanece até hoje.

A Associação teve ainda as denominações de Associação dos Oficiais de Justiça do Estado da Guanabara, Associação dos Oficiais de Justiça do Rio de Janeiro – AOJUTERJ, até chegar a denominação atual de Associação dos Oficiais de Justiça Avaliadores do Estado do Rio de Janeiro –AOJA/RJ, em 1985.

Tendo em vista a longevidade da Associação, e estas diversas mudanças, muitos registros se perderam, mas conseguimos apurar a maioria dos presidentes e vice-presidentes da AOJA até hoje. Estamos pesquisando para completar esta relação.

Relação de presidentes e vice-presidentes da AOJA/RJ.

1958/1960 - Presidente: João Vieira Menezes
Vice: Mario Negretto

1976/1978 - Presidente: João Geovane Lopes

1978/1980 - Presidente: João Geovane Lopes

1982/1984 - Presidente: Wilson Pereira de Moraes

1984/1986 - Presidente: Odon Alves de Almeida
Vice-Presidente: Armando Spósito Martins

1986/1988 - Presidente: Odon Alves de Almeida

1988/1990 - Presidente: Alípio de Araújo Mendes

1990/1992 - Presidente: Daúsa Borges

1992/1994 - Presidente: Josias Gomes da Silva

1994/1996 - Presidente: Josias Gomes da Silva
1º Vice-Presidente: Odon Alves de Almeida
2ª Vice-Presidente: Vera Lúcia Ramos Dias

1996/1998 - Presidente: Josias Gomes da Silva
Vice-Presidente: Vera Lúcia Ramos Dias

1998/2000 - Presidente: Roberto dos Santos
Vice-Presidente: Luis Roberto Saad

2000/2002 - Presidente: Roberto dos Santos
Vice-Presidente: Luis Roberto Saad
2º Vice-Presidente: Osires B de Medeiros

2002/2004 - Presidente: André Gustavo Lima Moreno
Vice-Presidente: José Carlos R. Arruda de Lima
2º Vice-Presidente: Suely Praxedes

Muitas são as lutas e as conquistas empreendidas durante esses quase cinqüenta anos de existência da Associação. Como grande vitórias da categoria, é quase unânime destacar como principais, a obtenção da exigência de nível superior para o cargo de Oficial de Justiça Avaliador, conquistado em 1984 na gestão de Odon Alves de Almeida e o índice 2000 (índice máximo dos funcionários do TJ de nível superior), luta iniciada por Roberto dos Santos em 2000, e conquistado pelo atual presidente André Moreno em sua primeira gestão através da lei 3893 de 2002. Cabe a atual diretoria, e as que vierem, manter a tradição de lutas e conquistas efetivas para os oficiais de justiça avaliadores. Hoje, a diretoria se empenha na elaboração do novo plano de carreira dos serventuários que está sendo discutido na Comissão de Legislação do TJ, e tem como principal objetivo de luta a conquista do percentual único e justo de 50 % para a gratificação de locomoção.



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